ALTA DEMANDA POR SUÍNOS MANTÉM MERCADO AQUECIDO | ASEMG

ALTA DEMANDA POR SUÍNOS MANTÉM MERCADO AQUECIDO

Publicado em 26 de novembro de 2021

Desde o início da pandemia da COVID-19, os preços das carnes estão aumentando gradativamente, e essas mudanças afetam diretamente a forma em que o consumidor organiza seu orçamento alimentar.

O preço da carne de porco subiu 4,94% em 12 meses, segundo o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) divulgado em outubro, com preços de alguns itens de carne em níveis mais altos registrados, mesmo após o ajuste pela inflação geral. De acordo com Alvimar Jalles, consultor de mercado da Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (ASEMG), os preços são determinados por escassez resultante da oferta versus a procura “A variação de consumo per capita do brasileiro da carne bovina entre meados de 2019, antes da Pandemia de Covid19, e meados de 2021, foi negativa em 3,4 kg. Uma queda acumulada de quase 11% em 2 anos apenas. A queda na disponibilidade interna da proteína bovina veio de duas origens: redução de abate de fêmeas e exportações recordes para a China. As carnes de frango e suína entraram nesse espaço deixado pelo boi. Essa demanda por substituição da carne bovina foi um evento atípico e significativo que alavancou as vendas da carne suína e seus respectivos preços, associada à própria demanda da mesma carne suína para exportação” , afirmou ele.

Outros importantes fatores de alteração dos preços da carne, o foram o aumento da energia elétrica que contribui para as perdas, já que ela é usada para aquecer os leitões recém-nascidos e os custos de produção ligados ao milho, soja e insumos que subiram em percentuais ainda maiores, o que deixou a maior parte do ano de 2021 em zona de prejuízo.

De acordo com dados do índice de preços de Alimentos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), os preços globais das commodities usadas na fabricação de alimentos, registrou que o preço da produção subiu 30% em outubro de 2021, em relação aos níveis pré-pandêmicos em janeiro de 2020.

Onda de valorização mercado suinícola

De acordo com nota publicada pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), as vendas de carne suína no mercado interno iniciaram novembro em ritmo lento, mas se aqueceram nesta segunda quinzena. As exportações brasileiras de carne suína também vêm em ritmo intenso neste mês.

Diante dessa melhora das vendas, os preços do animal vivo e da carne estão em alta em todas as regiões do Brasil.

Para as carcaças, também de acordo com o Ceapa, o cenário também é de valorização, enquanto para os cortes, os repasses foram menores, já que o fragilizado poder de compra da população e a competitividade frente às carnes substitutas limitaram reajustes positivos na ponta final.

Por Ana Clara Parreiras

 

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