FRIGORÍFICOS BRASILEIROS DEVEM AUMENTAR BEM-ESTAR DE SUÍNOS | ASEMG

FRIGORÍFICOS BRASILEIROS DEVEM AUMENTAR BEM-ESTAR DE SUÍNOS

Publicado em 30 de novembro de 2021

Um dos pontos de debate em relação à suinocultura é o bem-estar dos suínos. Há décadas, vários manejos vêm sendo reavaliados por meio de diversos estudos que utilizam indicadores de bem-estar, buscando a fundo o melhor entendimento do comportamento animal e como o mesmo pode interferir na produtividade. As condições dos alojamentos das matrizes gestantes e na maternidade, a falta de enriquecimento ambiental nas instalações e o desmame precoce de leitões são causadores de estresse e dor nos animais.

A recente Instrução Normativa nº 113 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, estabeleceu novas regras acerca das boas práticas de manejo e bem-estar animal nas granjas de suínos de criação comercial e se tornou a primeira legislação acerca do bem-estar dos suínos. As novas adequações entraram em vigor no dia 1º de fevereiro de 2021 e trouxeram prazos e datas limites aos produtores.

Outra instrução publicada pelo Ministério da Agricultura, é que a partir de janeiro de 2025, as granjas de suínos não poderão ter celas de gestação individuais no país. Os principais frigoríficos do Brasil se comprometeram publicamente a exigir baias coletivas em 100% de seus fornecedores entre 2025 e 2029, e metade já tem mais de 50% das porcas alojadas em instalações coletivas. É o que aponta a ONG Alianima a partir de consultas às empresas ou cooperativas Alegra, Aurora, BRF, Frimesa, JBS e Pamplona .

 

Por Ana Clara Parreiras

 

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