12.07.2010 - Os preços do suíno vivo subiram nos últimos dias na maioria das praças consultadas pelo Cepea. O impulso veio tanto da mudança de
postura de produtores quanto da diminuição da
oferta interna de carne proporcionada pelo
maior volume exportado em junho.
Insatisfeitos com os preços das últimas
semanas, produtores estiveram mais firmes em
relação aos valores pedidos pelo animal vivo,
mesmo diante da cautela por parte de
compradores. Esses frigoríficos, por sua vez,
alegam dificuldade no repasse dos preços do
animal para a carne.
Entre 2 e 9 de julho, o suíno vivo valorizou 1%
na região SP-5, cotado a R$ 2,63/kg na sextafeira,
9. Em Arapoti (PR), a alta foi de 1,7% e,
em Campo Grande (MS), de 2,2%. Na última
sexta, o animal foi comercializado a R$ 2,40/kg
e R$ 2,30/kg, respectivamente. Na Grande
Belo Horizonte (MG), o suíno seguiu cotado a
R$ 2,80/kg nos últimos dias.
Quanto às exportações, em junho, foram
embarcadas 41,3 mil toneladas de carne suína
in natura, volume 5,4% superior ao de maio,
mas 13,1% menor que o de junho/09, segundo
dados da Secex. Quanto à receita em dólar, de
U$S 108,40 milhões, houve aumento de 0,7%
frente à obtida em maio. Em Real, a receita de
R$ 195,95 milhões também foi praticamente a
mesma verificada no mês anterior - o Real
valorizou 0,4% frente ao dólar no período.
Apesar do maior volume embarcado de maio
para junho, a quantidade exportada no
acumulado do primeiro semestre mostra a
fraca demanda no mercado internacional pela
carne suína. Neste ano, empresas brasileiras
embarcaram 231,9 mil toneladas, 11% a
menos que no mesmo período de 2009. Esses
números são resultados da redução das
compras dos dois principais clientes do Brasil,
a Rússia e Hong Kong, que demandaram 11%
e 27% a menos do produto brasileiro,
respectivamente. Ainda assim, esses dois
países representaram quase 66% dos destinos
da carne suína nacional.
Fonte: CEPEA |