MÉDICOS RECOMENDAM CONSUMO DE CARNE VERMELHA DEVIDO AO SEU VALOR NUTRICIONAL

Não há nada na literatura médica que mostre que a carne bovina deva ser abolida da alimentação. Ao contrário, os médicos estão recomendando a volta da carne vermelha ao cardápio, por causa do valor nutricional. Segundo eles, eliminar de vez o alimento das refeições pode ser uma atitude arriscada, com consequências graves.
Doenças como distúrbios cardiovasculares, diabetes e câncer, mandaram a carne vermelha para a lista dos vilões da boa saúde. Mas a ligação entre o consumo e o aparecimento dessas doenças foi feita com base em suposições e não comprovada pela ciência.
Um estudo divulgado recentemente por pesquisadores do Instituto Cardiológico do Rio Grande do Sul comprovou o que os amantes do bom churrasco tanto esperavam: a carne vermelha não faz mal para a saúde humana. Tudo depende da escolha do produto, do modo de preparo e da quantidade consumida.
– Há outros tipos de carne que se não forem bem preparados tem até mais gordura que a própria carne de vaca. Então os estudos mais recentes mostram que é uma carne de excelente qualidade, em termos de proteínas – explica o cardiologista Carlos Eduardo Balbão.
Durante cinco semanas, os 70 participantes da pesquisa consumiram diariamente carne vermelha, de animais criados a pasto e em confinamento, e não apresentaram diferenças nos níveis de colesterol. Segundo Balbão, que estava no congresso onde o trabalho foi apresentado, tudo depende do tipo da carne que é consumida. Os voluntários comeram carne sem gordura.
– A fritura da carne e a presença da gordura visível da carne, isso a gente sabe que aumenta os riscos – aponta o médico.
O correto, segundo ele, é retirar a gordura antes do preparo.
A carne do gado zebu apresenta uma vantagem em relação às outras. A capa de gordura que se forma é muito visível e fácil de ser retirada. Assim, com um pouco de disciplina, o churrasco está liberado, sem peso na consciência. Se a carne for magra, assada ou cozida, servida em uma refeição equilibrada, com vegetais e carboidratos, está liberada.
Fonte: Canal Rural