CEPEA: BALANÇO DO MERCADO SUÍNO EM JANEIRO

Ao contrário do que geralmente se observa, os preços do suíno vivo e da carcaça subiram em boa parte de janeiro – a elevada venda de animais (inclusive dos mais leves) no final do ano passado reduziu o volume de suínos prontos para abate agora no início do ano, impulsionando os preços do suíno vivo no mercado brasileiro. Foi a primeira vez, considerando-se a série do Cepea, iniciada em 2004, que os preços pagos pelo suíno começam o ano acima de R$ 3,00/kg vivo, em termos nominais.
No entanto, na última semana do mês, a pressão exercida por frigoríficos na compra de suíno vivo acabou se sobrepondo à sustentação que vinha sendo proporcionada pela oferta enxuta. O principal motivo foi o enfraquecimento das vendas de carne, que estaria em linha com a diminuição do poder aquisitivo típica do final do mês de janeiro, período em que
várias despesas extras se acumulam. Além disso, a redução dos preços da carne bovina de segunda também tende a inibir a comercialização de carne suína.
Considerando-se o acumulado de janeiro, no mercado de suíno vivo, só foi observada queda nos preços em Minas Gerais, de 2,6% – em janeiro, o animal teve média de R$ 3,79/kg no estado. Particularmente em Minas, os frigoríficos foram bastante resistentes a pagar mais pelo vivo. Por várias semanas produtores e representantes das indústrias não conseguiram chegar a um acordo quanto ao preço na Bolsa de Comercialização.
Nos demais estados, os Indicadores do Suíno CEPEA/ESALQ fecharam em alta no acumulado de janeiro. Em São Paulo, houve aumento de 3,4% no período, com média de R$ 3,62/kg no mês. Entre os estados do Sul, a valorização do animal chegou a 4,7% em Santa Catarina. No Paraná, o aumento foi de 2,9% em janeiro e, no Rio Grande do Sul, de 1,7%. Nos três estados, as médias foram de R$ 3,11/kg, R$ 3,21/kg e R$ 3,03/kg, respectivamente.
Fonte: Cepea/Esalq