Atualização obrigatória de rebanhos do IMA segue até 30 de junho e é essencial para garantir a movimentação e a comercialização dos animais.
O mês de maio marca o início de uma das etapas mais importantes do calendário agropecuário mineiro: a Atualização de Rebanhos do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA). Obrigatória para todas as propriedades com exploração pecuária, a campanha começou em 1º de maio e segue até o dia 30 de junho em todo o estado.
Durante o período, os produtores rurais devem atualizar os dados de todos os animais existentes nas propriedades, independentemente do porte da criação. A medida é fundamental para fortalecer as ações de defesa sanitária animal e manter Minas Gerais em posição de destaque na agropecuária nacional.
O não cumprimento do prazo impede a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA), documento indispensável para o transporte, comercialização e participação dos animais em eventos agropecuários.
Segundo a gerente de Defesa Sanitária Animal do IMA, Izabella Hergot, a participação dos produtores é essencial para garantir a efetividade das ações sanitárias no estado.
“A atualização dentro do prazo garante a regularidade das propriedades e a continuidade das atividades pecuárias”, destaca.
A gerente explica ainda que as informações declaradas auxiliam diretamente o monitoramento sanitário e o planejamento das ações preventivas.
“Os dados permitem ao IMA acompanhar a distribuição dos rebanhos e atuar de forma mais precisa na prevenção e no controle de doenças”, afirma.
Atualização envolve todas as espécies:
Embora muitos produtores associem a campanha apenas aos bovinos, a atualização é obrigatória para diversas espécies animais. Devem ser declarados bovinos, bubalinos, equinos, asininos, muares, ovinos, caprinos, suínos, aves, abelhas e animais aquáticos.
Os números do setor evidenciam a dimensão da produção pecuária mineira. Atualmente, Minas Gerais possui cerca de 166 milhões de aves e ovos férteis, 24 milhões de bovinos, 4 milhões de suínos, 655 mil equídeos, além de milhares de criações de caprinos, ovinos e aquicultura.
Vigilância sanitária ganha ainda mais importância:
A atualização anual ganhou relevância estratégica após Minas Gerais conquistar, em 2023, o reconhecimento internacional da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como área livre de febre aftosa sem vacinação.
De acordo com Izabella Hergot, a suspensão da vacinação tornou ainda mais importante o acompanhamento detalhado dos rebanhos no estado.
“Desde que deixamos de vacinar os rebanhos contra febre aftosa, foi necessário estabelecer um período específico para a atualização dos rebanhos”, explica.
A manutenção desse status sanitário fortalece a economia mineira, amplia oportunidades de mercado e garante mais segurança para consumidores e produtores.
Como fazer a atualização:
A atualização pode ser feita presencialmente, nos escritórios seccionais do IMA onde a propriedade está cadastrada, ou de forma online, por meio do Portal do Produtor. (Clique Aqui)
Durante o procedimento, é necessário informar, por espécie, a quantidade de animais por faixa etária e sexo, além de registros de nascimentos, mortes e vacinação contra a raiva desde a última atualização.
O IMA também disponibiliza tutorial em vídeo para auxiliar os produtores no preenchimento das informações (acesse o tutorial). Segundo o órgão, a atualização remota facilita o acesso ao serviço e contribui para a modernização do atendimento ao produtor rural.
Fonte: Secretaria de Agricultura: Jornalista responsável: Stéphani Sales – Ascom/IMA